Pessoas lindas, aproveitando esse cheirinho de maternidade no ar, já que nossa querida Nany deu a luz a poucos dias, viemos trazer esse delicado "post" pras recém-mamães.
O nascimento de um bebê traz consigo a renovação das esperanças, a possibilidade de uma vida mais significativa, e as pessoas, de forma geral, tendem a deixar de lado as dificuldades envolvidas no puerpério. Em muitos casos, as recém-mamães se sentem desamparadas, deprimidas, não sabem como administrar o novo momento de suas vidas, vivenciando um período de angústias e tristezas. Ao lado disso, ainda se sentem culpadas, pois deveriam estar felizes e agradecidas, mas na realidade podem pensar em como suas vidas estavam adaptadas antes de serem mães. Sentir-se assim é mais comum do que se imagina nos primeiros meses após o parto.
O nascimento de um bebê traz consigo a renovação das esperanças, a possibilidade de uma vida mais significativa, e as pessoas, de forma geral, tendem a deixar de lado as dificuldades envolvidas no puerpério. Em muitos casos, as recém-mamães se sentem desamparadas, deprimidas, não sabem como administrar o novo momento de suas vidas, vivenciando um período de angústias e tristezas. Ao lado disso, ainda se sentem culpadas, pois deveriam estar felizes e agradecidas, mas na realidade podem pensar em como suas vidas estavam adaptadas antes de serem mães. Sentir-se assim é mais comum do que se imagina nos primeiros meses após o parto.
A primeira angústia que surge é quanto ao aleitamento,
se terá leite suficiente ou mesmo se o bebê aceitará
a amamentação. Tais perguntas escondem a real preocupação que é a
possibilidade de falhar como mãe, pois a maternidade é, agora, um
fato consumado. Dessa maneira a permanência no hospital é sentida
como apaziguadora, no sentido que proporciona à puérpera e seu filho
toda a assistência e cuidados de que necessitam.
Mas chega o
dia da alta hospitalar e, com ela, o retorno ao lar. O medo de
assumir sozinha as responsabilidades para com o bebê, aumenta a
insegurança materna. Além disso, as atenções especiais, as
comemorações e visitas começam a diminuir, enquanto que as
obrigações assumem proporções imensas. Novamente se intensificam as
angústias quanto à maternidade. O medo de não corresponder à figura
de mãe idealizada une-se ao temor de não saber cuidar do bebê.
Os primeiros dez
dias do pós-parto são os piores. Com os seios inchados e doloridos e
ainda sentindo dores se o parto foi cesárea ou mesmo normal, o próprio estresse físico e emocional do
trabalho do parto, a perda do ninho protetor que era o hospital, o
não reconhecimento do próprio corpo, os deveres que a esperam, sem
saber se dará conta, sua vida pessoal e profissional, tudo isso
contribui para o aparecimento do baby blues ou depressão pós-parto.
Neste momento, torna-se fundamentalmente necessário o apoio familiar
e de amigos, que auxiliem e estimulem a recém-mamãe a exercer suas
atividades maternas, revezando-as com ela, para que também possa
descansar.
O confronto com o corpo atual é um aspecto difícil a
ser superado, pois já havia se acostumado com a imagem do corpo
grávido. Embora vazio, não o reconhece como sendo o mesmo anterior à
gravidez e em nenhum outro momento de sua vida. A abstinência
sexual vem fortalecer o sentido de fealdade na mulher, de perda da
sensualidade e do poder de sedução e que a leva, muitas vezes, a
suspeitar da fidelidade do companheiro.
Outra grande angústia
materna é o compartilhar do bebê com outras pessoas, inclusive com o
próprio pai da criança, pois enquanto grávida tinha exclusividade
na relação com ele, que era sentido como apenas seu.
Muitas
mulheres sentem-se desapontadas com seus companheiros, por acharem que
não estão recebendo o apoio e carinho esperados, como também,
por senti-los indiferentes ao bebê. Cabe aqui ressaltar que, por ser a mulher a fonte geradora, o vínculo entre ela e
o bebê vai se estabelecendo com o decorrer da gestação. O vínculo entre pai e
bebê forma-se de maneira mais lenta, também porque de início, o
filho é percebido como um grande rival, pois mobiliza todas as
atenções e cuidados de sua companheira. Assim, muitos pais estarão
se sentindo abandonados e necessitados de apoio e conforto, pois
também se encontram angustiados e atemorizados quanto ao presente e
futuro e se perguntando se serão capazes de prover e proteger a nova
família. Muitos também apresentam dificuldade em reassumir a vida
sexual ativa com medo de machucar a mulher ou por perceber o quanto se
sente cansada e confusa com as novas responsabilidades, ou mesmo por
estarem com ciúmes e inveja da íntima relação mãe-bebê,
principalmente no momento da amamentação, quando se sentem excluídos
da relação.
Decididamente, o pós-parto é um período muito
delicado, porém riquíssimo em aprendizagens. Pais e filhos estarão
exercendo a capacidade de se conhecer e de se reconhecer como
família. Para tanto, faz-se necessário o principal aprendizado que é
o sentido de doação, ou seja, que os pais doem a seu filho um lugar
físico e psicológico, que antes era só deles, para que se sinta
pertencente e acolhido emocionalmente pela própria família que o
concebeu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário